quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Livrai-nos do mal.

Oi gente boa,

Hoje estou precisando de um óculos cor de rosa, o mundo tá cinza. e uma sensação esquisita toma conta dos meus sentimentos já combalidos por tanta má noticia, que nem quero comentar. Pois que, atualizando a minha leitura de blogs amigos encontrei a postagem  Presença e não livramento no blog do pastor Julio Soder (muito bom, recomendadíssimo) e me encheu o coração de uma verdade que mascaramos, enfeitamos tanto que acabamos por torná-la mentira.

Vou postar aqui a baixo em itálico, o link tá no nome do artigo ai em cima e no nome do autor do post lá no final  e espero que agrade a vocês como agradou a mim.

Um grande abraço que hoje eu tô carente.



Presença e não livramento!

Os anos me ensinaram que um bom processo de aprendizagem envolve não apenas a reflexão, mas também repetição. A mera reflexão sobre algo, não significa o seu aprendizado. A repetição sem reflexão, apenas faz-nos máquinas estúpidas de decorar informações. Pois bem, depois de refletir, sugiro que repitamos tanto quanto necessário for, as seguintes afirmações:








  • A fé em Deus e a relação com ele, não é garantia de privilégio contra as vicissitudes da existência. Andar com Deus não é um passaporte para a imunidade de dores e sofrimento. Portanto, quando coisas ruins não esperadas começarem a acontecer, por mais trágicas que sejam, não se pergunte: por que eu?; levando em consideração que sua fé não faz de você um privilegiado, aprenda a se perguntar: porque não comigo? Vacine-se contra o pensamento escondido no inconsciente, de que sua relação com Deus o coloca debaixo da obrigação de fazer da sua vida um exemplo de paz, saúde, prosperidade e felicidade.





  • É fato! Muitos textos da bíblia parecem nos sugerir que aqueles que nele confiam, não serão abalados, afligidos, tocados. Lembro que Jesus, pelo menos para os cristãos, é a referência a partir da qual toda a escritura deve ser lida. A narrativa de Jesus sobre Deus, nos diz que a promessa do Pai é de estar presente no deserto conosco, não a de evitá-lo. A falsa narrativa vigente, embora com cheiro de bíblia, nos diz: confie em Deus e o sirva e então ele vai abençoar você. A narrativa de Jesus nos afirma: na vida vocês terão problemas, aflições, dores, desertos, sofrimentos justos e outros estupidamente inexplicáveis, mas confiem em mim, eu estarei com vocês (palavras minhas da palavra Dele). Note-se: a promessa é de companhia, cumplicidade e não de livramento. Portanto, ao sair de casa, não alimente a falsa expectativa de que coisas ruins não vão acontecer com você ou os seus, somente porque você é servo ou serva de Deus. Escore-se sim na verdade libertadora de que mesmo em silêncio, Deus estará presente, não importa o que aconteça.




Repetir isso vai nos ajudar a interiorizar o conceito de Deus que Jesus tinha. Mais: vai nos ajudar a perceber que a grande ligação com o Pai, conforme nos revelou Jesus, deve se dar puramente na base do amor a ele, por mais incompreensíveis e imprevisíveis que venham a ser as circunstâncias dentro das quais a nossa vida aconteça.


Fraterno abraço